Grécia: primeiro debate em 6 anos não foi além do discurso do costume

Os líderes de sete dos oito maiores partidos mostraram durante três horas os seus planos para o país. Nova sondagem volta a dar empate técnico entre Syriza e Nova Democracia.

Desde 2009 que a Grécia não assistia a um debate político na televisão. Ontem, sete dos oito líderes partidários com assento parlamentar (os neonazis da Aurora Dourada ficaram de fora) estiveram 180 minutos (sim, três horas) a tentar mostrar porque merecem a confiança dos gregos nas eleições antecipadas do próximo dia 20. Mas quem estava indeciso, e são mais de 10% dos eleitores segundo as sondagens, assim deve ter continuado, pois a mensagem que levavam era a mesma de sempre.

A intenção parecia boa: Alexis Tsipras (Syriza), Vangelis Meimarakis (Nova Democracia), Panagiotis Lafazanis (Unidade Popular), Stavros Theodorakis (To Potami), Dimitris Koutsoumbas (KKE), Panos Kammenos (ANEL) e Fofi Gennimata (PASOK) seriam questionados sobre cinco áreas - Economia e Desemprego, Educação e Saúde, Administração e Política Social, Migração e Refugiados, Política Externa e Defesa - e depois alvo de perguntas variadas. No final poderiam questionar-se uns aos outros. O debate contava ainda com um moderador e seis jornalistas.

Mas o resultado foi, segundo vários analistas, um dos debates mais maçadores da história, com uma repetição das mensagens de sempre, e um quase incentivo à abstenção.

Perante o facto de ser líder de um partido que se apresentou aos gregos como anti-austeridade e acabou por assinar o terceiro resgate, Tsipras voltou a dizer que lutou muito nos meses de negociações em Bruxelas e que muitas das promessas do Syriza serão cumpridas no futuro. E, num ataque à Nova Democracia, repetiu que o slogan do seu partido é "livrarmo-nos do velho e abraçar o novo".

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