Falha de segurança dos EUA: o antraz afinal estava vivo

Bactéria foi levada do Utah para nove estados e para uma base americana na Coreia do Sul. 26 pessoas recebem tratamento preventivo.

Quando se fala em antraz é quase impossível não pensar no pós-11 de Setembro e naquelas cartas cheias de pó branco enviadas para edifícios governamentais e media americanos e que causaram a morte a cinco pessoas. Agora, a bactéria volta a causar alarme depois de o Departamento de Defesa americano admitir ter enviado, por engano e através da empresa de transporte rápido FedEx, amostras da bactéria viva do antraz para nove estados americanos e uma base dos EUA na Coreia do Sul.

O Pentágono garantiu que até agora não tem notícias de que as amostras tenham infetado alguém. Mas quatro civis americanos que estiveram em contacto com a bactéria estão a receber um tratamento preventivo que inclui vacinas, antibióticos ou ambos. Na Coreia do Sul, 22 funcionários da base também estão a ser sujeitos a medidas profiláticas. Mas para quem receie uma crise sanitária mundial, os especialistas já vieram explicar que "é pouco provável". Segundo Sankar Swaminathan, especialista em doenças infeciosas da Universidade do Utah, "o antraz só é causado por contacto direto com a bactéria; não é contagioso e não se propaga de pessoas para pessoa como uma gripe", escreveu no site da universidade.

Doença infeciosa provocada pela bactéria Bacillus anthracis, o antraz pode manifestar-se de diferentes maneiras: quando inaladas as bactérias podem provocar pneumonia, degradando rapidamente o estado de saúde do paciente. Foi o que aconteceu em 2001, depois dos atentados de 11 de setembro que fizeram quase 3000 mortos na América. Existe ainda o antraz cutâneo, que causa grandes manchas negras na pele, e o antraz gastrointestinal, devido à ingestão de carne contaminada e mal cozinhada.

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