EUA vão deportar ex-ministro de El Salvador acusado de violar direitos humanos

Carlos Eugenio Vides Casanova, antigo ministro da Defesa de El Salvador, vai ser deportado dos EUA por crimes de tortura e mortes durante a guerra civil no país.

Os Estados Unidos ordenaram hoje a deportação de um antigo ministro da Defesa de El Salvador, Carlos Eugenio Vides Casanova, por violações dos Direitos Humanos durante a guerra civil no país, em 1980.

Casanova, que foi ministro da Defesa e diretor da Guarda Nacional de El Salvador, na década de 1980, é acusado de uma série de violações dos direitos humanos durante a guerra civil naquele país da América Central, entre as quais a orientação de tortura e mortes de centenas de civis, segundo a NBC News.

O Departamento de Justiça dos EUA recusou o apelo do ex-primeiro ministro para não ser deportado, após a ordem do juiz, visto ter-se provado que Casanova estava consciente das violações dos Direitos Humanos durante a guerra, sem ter tentado impedi-las.

Quatro freiras norte-americanas foram raptadas, violadas e mortas no período no qual Casanova foi Diretor da Guarda Nacional, em 1980.

Casanova entrou nos EUA, em agosto de 1989, com um visto de imigração.

Apesar de não ser comum, a deportação do ex-ministro da defesa de El Salvador está dentro dos parâmetros do Ato de 2004, Reforma Inteligente e Prevenção Terrorista, que impede quem tenha cometido formas de violações dos direitos humanos de entrar e permanecer nos EUA.

Almudena Bernabeu, advogada internacional do Centro de Justiça e Responsabilidade, afirma "Esperamos que, ao voltar para El Salvador, ele seja alvo de acusações".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.