Está aberta a época das alianças eleitorais na Grécia

Gregos vão assitir aos primeiros debates desde 2009, quando o conservador Karamanlis enfrentou o socialista Papandreou.

Alexis Tsipras tem pedido aos gregos para lhe darem uma maioria absoluta no dia 20, mas as sondagens dão ao Syriza uma vantagem de cerca de dois pontos percentuais, o que está a obrigar a uma mudança do tom do discurso quando o assunto são as alianças pós-eleitorais.

Nas últimas semanas, a mensagem passada por elementos destacados do Syriza era que apenas o ANEL, com quem governaram em coligação, lhe interessava como parceiro, mesmo que conseguissem maioria absoluta.

No domingo, o próprio Tsipras descartou uma coligação com Nova Democracia ou PASOK. Ontem, numa visita a Creta, o ex-primeiro ministro não abriu o jogo e voltou a acusar os "velhos políticos" de terem atirado o país "para o buraco", referindo-se a conservadores e socialistas, que governaram a Grécia nos últimos 40 anos.

Mas na segunda-feira, o ex-ministro do Interior Nikos Voutsis foi mais claro e afirmou à Vima 99.5 FM que serão consideradas alianças com partidos democráticos "à parte da Nova Democracia". Na mesma linha, a porta-voz do Syriza, Olga Gerovasili, declarou à mesma rádio que o partido não descartou entendimentos com outras forças políticas, mas deixou claro que tal não acontecerá com quem defende políticas profundamente neoliberais e está totalmente em acordo com as exigências de austeridade dos credores.

Outro ex-ministro, Nikos Pappas, garantiu ao ThePressProject que, sem uma vitória clara, todas as alianças pós-eleitorais estão em aberto. E não excluiu o cenário de umas novas eleições, caso ninguém consiga uma maioria.

Também a líder do PASOK está aberta a alianças, nomeadamente a um governo formado por todos os partidos pró-europeus e que votaram a favor do terceiro resgate.

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