Empresa russa revela programas de espionagem e supervírus quase invencível

Segundo a Kaspersky, o grupo de 'hackers' está ativo desde 1996, mas foi a partir de 2008 que começou a desenvolver ferramentas muito avançadas.

A empresa russa Kaspersky Lab, especializada em segurança informática, revela num relatório apresentado esta segunda-feira ter descoberto um conjunto de sofisticadas ferramentas informáticas que nos últimos anos foram utilizadas para infetar e controlar computadores em todo o mundo.

Segundo a Kaspersky, há poucas dúvidas que estas ferramentas foram desenvolvidas pelo Equation Group. Num dos casos, depois de o disco rígido estar infetado com este "supervírus", nem a formatação e a instalação de um novo sistema operativo resolvem o problema.

A empresa russa não se alonga sobre quem está por detrás deste grupo, mas a lista de países onde a empresa diz ter encontrado estes vírus - em computadores de países como a Rússia, Irão, Paquistão, China - parece implicar os EUA. Outros especialistas estão a relacionar o tipo de ferramentas utilizadas com outros vírus como o Stuxnet, que se acredita ter sido desenvolvido pelos EUA e por Israel, diz o Financial Times.

Segundo a Kaspersky, o grupo está ativo desde 1996, mas foi a partir de 2008 que começou a desenvolver ferramentas muito avançadas, que permitiram não só infetar computadores e roubar informação, mas também permanecer secretas.

A descoberta destes supervírus foi anunciada um dia depois de a empresa ter revelado que um grupo de criminosos informáticos roubou cerca de mil milhões de dólares (876 milhões de euros) de até 100 bancos e instituições financeiras mundiais nos últimos dois anos, usando software malicioso.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.