El Salvador regista quase 4000 homicídios desde o início do ano

Só no passado domingo, a polícia reportou a ocorrência de 43 crimes do tipo - o maior número de homicídios em 24 horas desde o início do ano.

El Salvador registou, desde o início do ano, de 3992 assassínios, podendo ultrapassar a barreira dos 4000 até ao final de agosto, cenário que, se verificado, fará de 2015 o ano mais violento do século XXI no país centro-americano.

Os dados, facultados pelo Instituto de Medicina Legal de El Salvador à agência Efe, indicam que El Salvador pode vir a superar em 2015 a marca de 4382 assassínios, registada em 2009, quando o país foi considerado "o mais violento do mundo".

A manter-se o atual ritmo, o patamar dos 6.000 pode ser superado no final de 2015, elevando a taxa de homicídios para mais de 96 por cada 100.000 habitantes, um número sem paralelo no século XXI.

Só no passado domingo, a polícia reportou a ocorrência de 43 crimes do tipo - o maior número de homicídios em 24 horas desde o início do ano. Contudo, o Instituto de Medicina Legal sinalizou, no mesmo dia, 52 mortes violentas.

O Departamento de Estatísticas salvadorenho afirmou recentemente que a disparidade entre os números radica no tempo que decorre entre o homicídio e o exame forense.

Em comparação com os primeiros oito meses de 2014, verificou-se um aumento de 57,35%, ou seja, de mais 1455 assassínios.

A última vez que a nação centro-americana teve um número de assassínios superior a 4000 foi em 2011, ano anterior a uma trégua entre gangues que viria a reduzir o número médio de mortes diárias de 12 para cinco.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Falem do futuro

O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.