Ed ou David? Os radicais votam Verdes ... ou não votam

Na livraria Housmans ou no Occupy Democracy em Westminster a mesma certeza: nem trabalhistas nem conservadores.

Quem chega da estação de King"s Cross-St Pancras e vira para a Caledonian Road pode nem reparar no letreiro amarelo com letras verdes da Housmans. Mas basta uma olhadela mais atenta aos livros em segunda mão expostos à porta, como o que exibe o título Anarchist Voices, para se perceber que esta não é uma livraria qualquer. No interior, por detrás de um balcão coberto de folhetos e manifestos de pequenos grupos de esquerda, Oliver Williams confirma que sim, esta é uma "livraria radical".

E antiga. Fundada em 1945, é gerida pelo Peace Movement, um movimento pacifista. Aos 28 anos, Oliver só trabalha ali há pouco mais de 12 meses, e apenas uma vez por semana. Mas não escapa ao espírito do local. E nas eleições de hoje garante que não vai votar em nenhum dos grandes partidos. "Não há grandes diferenças entre os trabalhistas de Ed Miliband e os conservadores de David Cameron. Pelo menos as pessoas acham que não." E ele não é exceção, talvez por isso comece por dizer que ainda não decidiu a quem vai dar o voto, antes de avançar, hesitante, que talvez escolha os Verdes.

Na mesa identificada como secção "Eleições", espreita um livro com os ensaios de Ralph Miliband, o académico marxista e pai de Ed. "Sim, temos livros de Ralph Miliband. Mas ele era muito diferente dos filhos", explica Oliver. "Ed costuma dizer que o pai é uma grande inspiração. Mas também que este ficaria desiludido por ele não ser o Red Ed [Ed Vermelho, numa alusão às suas alegadas políticas socialistas] que a direita o acusa de ser." Quanto a saber se o irmão de Ed, David, que este derrotou em 2010 na corrida à liderança do Labour, seria melhor, Oliver tem dúvidas: "David seria mais carismático. Mas não seria muito diferente."

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