Ébola já matou mais de sete mil pessoas

O último balanço da Organização Mundial de Saúde revela que o número de mortos nos três países africanos mais afetados pela epidemia subui para 7373, em 19031 casos.

O novo número mostra um aumento de quase mais 500 mortes na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa desde o último balanço, que tinha sido divulgado a 17 de dezembro, refere a agência Reuters.

A Serra Leoa é o país com mais casos 8759, seguindo-se a Libéria com 7819. Contudo, em número de mortos, já foram registados 3346 na Libéria, contra os 2477 na Serra Leoa. Os peritos questionam por isso a credibilidade dos números avançados pelas autoridades da Serra Leoa.

O principal médico especialista em ébola da Serra Leoa, Victor Willoughby, morreu de ébola na quinta-feira, horas depois da chegada ao país de um fármaco experimental que poderia ter sido usado para o tratar.

Na Libéria, os eleitores vão hoje votar nas eleições para o senado, que tinham sido adiadas em outubro por causa da epidemia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.