Dick Cheney volta a defender o programa de tortura da CIA

Para o ex-vice-presidente dos Estados Unidos os interrogatórios que recorreram à tortura "funcionaram perfeitamente".

O ex-vice-presidente norte-americano Dick Cheney voltou a defender hoje o programa de torturas da CIA contras os supostos membros da Al Qaeda.

"Eu estou perfeitamente à vontade: eles (agentes) devem ser glorificados e condecorados", disse à estação de televisão NBC Dick Cheney, que foi vice-presidente dos Estados Unidos entre 2001 e 2009, durante a administração de George W. Bush.

O período em que Bush esteve no poder fica marcado como o mais "musculado" por parte dos serviços de informações que, segundo o relatório divulgado pelo Senado dos Estados Unidos na terça-feira, foram responsáveis por atos de tortura, prisões ilegais e que contraria a tese de que os métodos utilizados eram eficazes para obtenção de informações.

"Eu penso que o relatório é deplorável. Parece-me pouco perfeito. Eles nem sequer se preocuparam em falar com as pessoas que faziam parte do programa", acrescentou.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.