David Cameron quer proibir por lei subida de impostos até 2020

Primeiro-ministro, líder dos conservadores, promete que se for reeleito não haverá novos aumentos de contribuições para a segurança social, de IRS e de IVA

A uma semana das eleições legislativas britânicas é o vale-tudo. David Cameron, primeiro-ministro, líder do Partido Conservador, prometeu ontem que, se for reeleito, vai proibir por lei novos aumentos das contribuições para a segurança social, do IRS e do IVA durante cinco anos, ou seja, até 2020.

"Já pagaram demasiados impostos e agora é altura de cortar na despesa do governo. É altura de reformar o Estado social. Não é altura de aumentar os impostos às pessoas que trabalham", afirmou o líder conservador num discurso que fez ontem em Warwickshire. "E porque é que posso prometer isto? Porque eu vi os registos. E sei o que precisa de ser feito sem ir ao bolso das pessoas que trabalham para lhes levar o dinheiro", acrescentou o primeiro-ministro, garantindo que a escolha é clara: "Levar mais para casa com os conservadores ou menos com o Labour."

"É um truque ridículo. Estas promessas de Cameron são rascas", afirmou o ministro das Finanças sombra, o trabalhista Ed Balls, em declarações à BBC Radio 4. Balls disse duvidar de que os conservadores consigam atingir o objetivo de eliminar o atual défice de 5,7% do PIB até 2017 e 2018 sem subir o IVA (que atualmente é de 20% na taxa máxima e de 5% na mínima, havendo artigos que têm 0% de IVA, como a roupa de criança). O responsável do partido liderado por Ed Miliband sublinhou ainda que os conservadores não conseguiram, até agora, especificar onde vão fazer os 12 mil milhões de libras (16 mil milhões de euros) de cortes no Estado social.

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