Corrupção força Bachelet a remodelar governo chileno

Anúncio foi feito de surpresa numa entrevista televisiva. O envolvimento do filho da presidente terá determinado a iniciativa. Apoio a Michelle Bachelet está em mínimos históricos.

A presidente do Chile pediu ontem a todos os seus ministros para apresentarem a demissão, decidindo Michelle Bachelet até domingo quem irá permanecer e quem será afastado do governo.

A decisão da presidente foi anunciada durante uma entrevista televisiva (ver fotolegenda) e surge num momento em que as sondagens revelam que Bachelet está a atravessar o seu pior momento de popularidade.

Números revelados pelo diário La Tercera indicam que 56% dos inquiridos criticam a gestão da presidente e apenas 29% aprovam a linha de atuação que vem seguindo; 55% consideram que a presidente está a governar abaixo das expectativas e 72% afirmam ser inconsistentes as suas ações. Nesta sondagem do Centro de Estudios Publicos (CEP), apenas dois em cada dez inquiridos pensam que aquela está a atuar de forma "firme". Este é o pior valor alguma vez registado por um executivo da socialista chilena, que já exerceu um primeiro mandato entre 2006 e 2010, escrevendo aquele jornal que a sua presidência é vista como "distante" e "débil".

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