Conservador Meimarakis perdeu a gravata e pode ganhar a Grécia

Sondagens dão empate técnico entre Syriza e Nova Democracia. Papandreou anunciou que o seu partido não estará nos boletins de voto, o que será inédito em quase cem anos desta dinastia política.

Na terça-feira à noite, Vangelis Meimarakis apareceu num comício da Nova Democracia sem gravata, a imagem de marca de Alexis Tsipras. Numa sondagem conhecida ontem, o líder interino dos conservadores ultrapassou o ex-primeiro--ministro como o político mais popular da Grécia. Os dois factos não estão diretamente relacionados, mas mostram como este ateniense de 61 anos em pouco mais de um mês está começar a reabilitar a imagem da Nova Democracia, muito debilitada pelos anos no governo.

A sua chegada à liderança, ainda que provisoriamente, da Nova Democracia ocorreu no dia do referendo de 5 de julho, com a demissão de Antonis Samaras. A boa impressão que Vangelis Meimarakis causou dentro do partido levou a que a sua proposta de realizar eleições internas intercalares no dia 30 de agosto fosse recusada e a sua presidência prolongada até ao congresso da próxima primavera.

Uma das suas primeiras decisões como líder foi apoiar o governo do Syriza nas votações parlamentares relativas ao terceiro resgate a Atenas. Uma trégua entre conservadores e esquerda radical fruto dos acontecimentos. Mas que entrou num caminho sem retorno com o pedido de demissão de Alexis Tsipras e consequente marcação de eleições antecipadas. "O rapaz tem de se recompor. Ele é um manhoso, sempre com um sorriso na cara... A Grécia não merece ter um primeiro-ministro destes", disse o conservador no dia da demissão do governo.

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