Cameron aposta no trunfo de Thatcher. Miliband diz estar pronto para liderar

Reino Unido. Tories querem alargar programa para que famílias pobres comprem casas mais baratas. Labour promete credibilidade fiscal

O "direito à compra" foi uma das políticas mais populares da conservadora Margaret Thatcher, que governou o Reino Unido durante três mandatos (1979-1990). O atual primeiro-ministro, David Cameron, ainda só está a pensar no segundo. Ontem prometeu alargar o programa que permite às famílias que vivem em habitações sociais comprarem as suas casas a preços de desconto. O trunfo de Thatcher para reforçar a ideia de que os Tories são o "partido dos trabalhadores", face a um Ed Miliband que na véspera disse estar pronto a chefiar o governo e prometeu responsabilidade fiscal.

"O sonho de uma democracia de proprietários de casas está vivo e vamos ajudar-vos a alcançá-lo", defendeu Cameron na apresentação do manifesto eleitoral do Partido Conservador, em Swindon. A ideia do primeiro-ministro é alargar o programa introduzido por Thatcher a nível nacional, em 1980, às casas que são de empresas privadas sem fins lucrativos - obrigando-as a vender mais barato que o preço do mercado. Na prática, isso poderá afetar 1,3 milhões de famílias. "Oferecemos uma boa vida aos que estão dispostos a tentar porque somos o partido dos trabalhadores", disse.

Com a indefinição nas sondagens a três semanas das eleições de 7 de maio, Cameron procura atrair o eleitorado que trocou os Tories pelo partido independentista UKIP (no manifesto está a proposta de referendo à saída da União Europeia em 2017) e conquistar os apoiantes do Labour. E não hesita em jogar a carta do medo, dizendo que uma vitória trabalhista poderá empurrar o país para "a estaca zero". O lema dos conservadores é "um futuro mais brilhante e mais seguro", com Cameron a prometer "transformar as boas notícias da economia em boas notícias para as famílias".

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