Caça ao homem após tiroteio em debate sobre liberdade de expressão

Polícia dinamarquesa divulgou fotografia do suspeito, vestido de escuro e de gorro na cabeça. Ataque teria como alvo o cartoonista sueco Lars Vilks, autor de caricaturas de Maomé. Um civil morreu e três polícias ficaram feridos

O embaixador francês, uma ativista das Femen e o cartoonista sueco Lars Vilks - autor de caricaturas de Maomé - eram alguns dos convidados de uma conferência sobre liberdade de expressão ontem em Copenhaga. Eram 14.30 quando se ouviram os primeiros tiros disparados através da porta do café Krudttoenden, onde decorria o evento. No interior, todos se lançaram ao chão. Balanço: três agentes feridos e um civil, um homem de 40 anos, morto, no que a polícia dinamarquesa não quis classificar de imediato como ataque terrorista, apesar de não descurar a hipótese. Ao final do dia, as autoridades ainda procuravam o atirador.

Depois de ter falado em dois atiradores, ao fim do dia, a polícia dinamarquesa divulgou no Twitter uma imagem do suspeito, afirmando que afinal se tratava de um só homem. Vestido de preto e de gorro vermelho, tratar-se-ia de um homem "entre os 25 e 30 anos, cerca de 1,85 metros, atlético". Segundo a polícia, o homem teria pele escura, cabelo preto e teria coberto o rosto com um keffieh avermelhado.

Depois do ataque, os vidros do café exibiam mais de três dezenas de buracos de bala. O suspeito ter-se-à posto em fuga num Volkswagen Polo escuro, que foi mais tarde encontrado, vazio, a dois quilómetros do local. A chefe do governo de Copenhaga, Helle Thorning-Schmidt, pôs todos os meios à disposição das autoridades para encontrar os responsáveis pelo tiroteio. "Temos dias difíceis pela frente. Mas na Dinamarca nunca nos curvaremos perante a violência."

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.