Bélgica e Espanha na rota de Coulibaly antes de Paris

Os últimos dias de Amedy Coulibaly antes de matar uma polícia e quatro reféns num supermercado judeu em Paris, acabando por ser abatido pela polícia, foram passados em Madrid.

A Audiência Nacional espanhola abriu uma diligência especial para investigar o crime de "colaboração com organização terrorista" e visa Coulibaly, a sua mulher, Hayat Boumeddiene, e uma pessoa que terá ajudado a jovem a chegar à Síria.

Coulibaly e Boumeddiene passaram o ano em Madrid, onde estiveram de 31 de dezembro a 2 de janeiro, pelo que as autoridades espanholas querem saber o que fizeram e com quem contactaram.

Antes da viagem a Madrid, no início de dezembro, Amedy Coulibaly, de 32 anos, contraiu um empréstimo de seis mil euros à empresa de crédito pessoal Cofidis.

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Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.

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Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.