Austrália enfrenta "uma grave ameaça terrorista"

Primeiro-ministro anunciou a detenção de um suspeito e disse ter provas de que estava a ser planeado um atentado à bomba.

Pelo menos uma pessoa suspeita de planear um atentado à bomba foi detida na Austrália, anunciou hoje o primeiro-ministro, Tony Abbott, afirmando que o país enfrenta "uma grave ameaça terrorista".

"Houve várias operações em Sydney e em Melbourne no decurso das últimas 24 horas e pelo menos uma detenção. Temos provas de que um atentado à bomba estava num estado relativamente avançado de preparação", disse Tony Abbott, aos jornalistas.

Um jovem de 17 anos foi detido, esta sexta-feira, na sequência de rusgas levadas a cabo em residências.

Essa operação teve lugar a norte da cidade de Melbourne, onde a polícia encontrou três engenhos explosivos e prendeu o adolescente por estar alegadamente a preparar um plano para um atentado terrorista na Austrália.

As autoridades afirmaram, porém, não saber dizer para quando ou para onde estaria a ser pensado o alegado ataque.

"Mas deixem-me dizer-vos que alguma coisa ia acontecer", realçou o vice-comissário da polícia federal australiana, Mike Phelan, em conferência de imprensa.

A polícia afirmou que não pretende identificar o jovem que, segundo o previsto, deve ser presente a tribunal na próxima segunda-feira.

Em setembro último, a Austrália elevou o nível de alerta terrorista de "médio" para "alto" pela primeira vez em dez anos.

À luz do sistema australiano, o nível "alto" aponta como sendo "provável" a ocorrência de um atentado terrorista.

Desde então, as autoridades têm levado a cabo uma série de operações antiterrorismo de larga escala, tendo o alarme sido agravado pela partida de mais de uma centena de nacionais para o Iraque e para a Síria para combaterem nas fileiras dos 'jihadistas' do autoproclamado grupo Estado Islâmico (EI).

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.