Al Qaeda confirma morte de Bin Laden e promete vingança

(Actualização) A Al Qaeda confirmou hoje que o seu líder foi de facto morto na operação montada por soldados americanos na madrugada de segunda-feira.

O anúncio foi confirmado pelo grupo de vigilância de sites islâmicos - SITE Intelligence -, com base num comunicado da rede terrorista difundido em vários blogues.

No mesmo comunicado, a Al Qaeda ameaça vingar a morte de Bin Laden e prosseguir com a Jihad, a guerra santa.

Até agora, a Al Qaeda não se tinha manifestado sobre a morte do seu líder, numa operação conduzida por militares americanos no Paquistão na madrugada da segunda-feira.

Num comunicado difundido hoje num sítio islamista da Internet, a rede terrorista confirmou a morte de Bin Laden, prometeu prosseguir a "jihad" (guerra santa) e avisou para atos de retaliação, referindo que "a alegria dos americanos em breve se tornará em tristeza".

A confirmação surgiu numa declaração colocada em sítios militantes e assinada pela "liderança geral" da Al-Qaida. O anúncio inicia a fase para nomeação de um sucessor de Bin Laden. O adjunto, Ayman al-Zawahri, é agora a figura mais proeminente do grupo e muito provavelmente será o sucessor de Usama bin Laden.

A declaração, com a data de terça-feira, foi a primeira da Al-Qaida após a morte de Bin Laden por um comando norte-americano durante um ataque em Abbottabad, no Paquistão.

A autenticidade do comunicado não foi confirmada, mas apareceu em "sites" onde o grupo coloca tradicionalmente as suas mensagens.

"Afirmamos que o sangue do Xeque guerreiro sagrado, Osama Bin Laden, Alá o abençoe, é precioso para nós e para todos os muçulmanos e não foi derramado em vão", de acordo com a declaração.

"Vamos continuar, com a vontade de Alá, a perseguir os americanos e seus agentes, no interior e no exterior dos seus países", acrescentou.

No texto, a Al-Qaeda também apelou ao povo do Paquistão - "onde o Xeque Usama foi morto" - para se revoltar contra os líderes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.