A mão na nuca de Rodrigo Rato: protocolo habitual, garante polícia

Analistas viram no gesto do agente um sinal da caída em desgraça daquele que foi um dos homens mais poderosos de Espanha

A imagem de Rodrigo Rato a entrar dentro do carro da polícia com a mão do agente da nuca foi capa de quase todos os jornais espanhóis da passada sexta-feira. Um gesto no qual muitos comentadores e analistas viram a caída em desgraça do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional, antigo número dois do governo de José Maria Aznar e ex-presidente do Bankia. Mas que a polícia garantiu fazer parte do protocolo habitual nestas situações.

Fontes da polícia explicaram à imprensa que o objetivo era "evitar que [Rodrigo Rato] batesse com a cabeça" no carro no momento em que foi detido por suspeitas de fraude fiscal, ocultação de bens e lavagem de dinheiro.

Que um agente coloque a mão na nuca de um suspeito quando este está a entrar no carro no momento da detenção é uma imagem comum. Mesmo se geralmente o detido está algemado e, portanto, com mobilidade reduzida. Não era o caso do ex-diretor do FMI. Fontes da polícia explicaram ao Público.es que "independentemente de os detidos estarem ou não algemados, é o protocolo habitual". Tudo porque "em algumas ocasiões [os suspeitos] bateram com a cabeça e mais tarde disseram diante do juiz terem sido agredidos".

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