A agenda liberal de Obama. Não passará, mas marca corrida a 2016

No penúltimo discurso do Estado da União, Presidente anunciou o fim da crise financeira, reivindicou os sucessos da economia americana e defendeu a recente aproximação a Cuba

Aumentar os impostos aos mais ricos, subir o salário mínimo, tornar os infantários mais acessíveis, dar mais tempo de licença de maternidade e de baixa por doença, equiparar os salários das mulheres aos dos homens, encerrar Guantánamo e reforçar a cibersegurança. Estas foram as principais propostas de uma espécie de agenda liberal apresentada por Barack Obama no discurso do Estado da União, terça-feira à noite (madrugada de ontem em Lisboa), diante do Senado e Câmara dos Representantes. E se todos parecem de acordo que nos dois anos até ao fim do mandato, a larga maioria das propostas do Presidente não será aplicada - o domínio republicano no Congresso encarregar-se-á de as travar -, a verdade é que irão marcar o seu legado.

Afinal, esta "viragem à esquerda", como a descreveu o Financial Times, de Obama tem um efeito imediato: colocar o aumento de impostos para os mais ricos e a aposta na classe média na campanha para as eleições de 2016, que irão definir o seu sucessor. E se poucos acreditam que os republicanos assinem qualquer lei que prejudique os milionários, as grandes empresas, a banca ou Wall Street, os candidatos à nomeação do partido ficam pressionados a apresentar as suas próprias propostas em termos de impostos.

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