600 mil mortos em catástrofes naturais na última década

As catástrofes naturais provocaram mais de 600 mil mortos nos últimos dez anos, segundo dados divulgados pela Assistência Médica Internacional (AMI) por ocasião do Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais, que hoje se assinala.

O Dia Internacional da Prevenção das Catástrofes Naturais foi instituído pela Nações Unidas para sensibilizar e alertar para a necessidade de reduzir as vulnerabilidades e aumentar a capacidade de resposta dos Estados às catástrofes.

A AMI refere que as "alterações climáticas potenciam, em muito", a ocorrência deste tipo de catástrofes, que, na última década, já afectaram "mais de 2,4 mil milhões de pessoas, sobretudo nos países em desenvolvimento".

Nesse sentido, a organização, presidida pelo médico Fernando Nobre, lembra que enviou recentemente duas equipas para o extremo oriental do continente asiático, "uma das regiões do globo mais punidas pela agressividade da natureza", para das assistência às vítimas do sismo e dos efeitos dos tufões e cheias.

Na Indonésia, uma equipa médica presta há vários dias cuidados numa clínica móvel às populações afectadas pelos sismos violentos que assolaram a ilha de Samatra há cerca de duas semanas, enquanto nas Filipinas, a equipa da AMI desenvolve um projecto para apoiar 116 famílias indígenas.

Também em Julho deste ano, com o objectivo de promover contactos para implementar uma missão de prevenção de catástrofes naturais, a organização descolou-se ao Haiti, situado no epicentro das Caraíbas, outra das zonas do Mundo mais afectadas pelos desastres naturais.

Para assinalar a efeméride, a Organização Mundial de Saúde (OMS) destacou, por sua vez, o problema da segurança dos hospitais em caso de catástrofes naturais, lembrando que as consequências nas populações são ainda mais graves quando os serviços indispensáveis para salvar vidas - hospitais e outros estabelecimentos de saúde - são também afectados.

O organismo da ONU lembra que dezenas de unidades de saúde são afectados anualmente por inundações, furacões, ciclones, sismos e outros fenómenos naturais porque nenhuma medida de segurança foi pensada aquando da sua concepção, da sua construção ou da escolha da sua localização.

Segundo a OMS, as catástrofes naturais que recentemente assolaram a Ásia e o Pacífico realçam a necessidade de haver um plano para proteger os hospitais desses desastres, de forma a poderem assistir as vítimas.

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