4 mortos num dia por falta de mantimentos em Damasco

Um idoso e três menores morreram na sexta-feira por falta de alimentos e medicamentos no acampamento de refugiados palestinianos de Al Yarmuk, no sul de Damasco, e na localidade de Duma, no nordeste da capital, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo a organização, o homem e duas das crianças morreram em Al Yarmuk, onde as condições humanitárias e sanitárias são precárias devido ao cerco que mantêm forças do regime de Bashar al Assad.

Cerca de 500.000 refugiados palestinianos residem na Síria, dos quais mais de 150.000 residiam em Al Yarmuk antes do início do conflito, em março de 2011, segundo a ONU.

Muitos dos habitantes do acampamento abandonaram as suas casas devido aos confrontos e bombardeamentos.

Por outro lado, uma menor morreu em Duma, 10 quilómetros a nordeste de Damasco, onde a situação é semelhante à de Al Yarmuk devido aos combates entre o exército e os opositores.

Na sexta-feira, o presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, iniciou uma visita de três dias à Síria para avaliar a situação humana e negociar um acesso mais amplo no terreno para a organização, que tem no país a sua maior operação de assistência humanitária.

Mais de 100.000 pessoas morreram desde o início do conflito, en março de 2011, estima a ONU, que disse esta semana ter deixado de contabilizar as vítimas em agosto passado devido à impossibilidade de verificar os dados.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado em Londres e que utiliza fontes no território para contabilizar as vítimas, elevou recentemente para mais de 130.000 o número de mortos na guerra.

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