Intensificam-se protestos na Venezuela

Os protestos de venezuelanos opositores intensificaram-se, nas últimas horas, em várias localidades do país, dois dias depois de o Governo e a coligação opositora Mesa de Unidade Democrática anunciarem que vão avançar com um diálogo de paz.

Em Caracas, as ruas de vários bairros do leste e sul registaram vários congestionamentos provocados por barricadas colocadas por manifestantes em urbanizações como El Hatillo, La Tahona, El Trigal, Los Naranjos e El Cafetal.

No município de Chacao, apesar da alta presença de elementos da Guarda Nacional (polícia militar), os manifestantes realizaram várias fogueiras e colocaram barricadas, o que provocou uma resposta policial com recurso a gás lacrimogéneo.

Ainda na capital, no populoso bairro de Petare, um grupo de 20 motociclistas armados atacou manifestantes, deixando vários feridos.

Em San Cristóbal, 810 quilómetros a sudoeste de Caracas, milhares de manifestantes, terminaram uma marcha de 130 quilómetros, que começou na última segunda-feira e que percorreu 16 municípios da zona norte do estado de Táchira para exigir a libertação de presos políticos e o regresso de exilados no estrangeiro.

Entre as reivindicações está também a da libertação de Maria Corina Machado, uma deputada que foi afastada do cargo por levar à Organização de Estados Americanos as suas queixas sobre o Governo venezuelano.

Outros protestos e confrontos foram registados também em cidades como Valência, Maracaibo ou Barquisimeto.

Há quase dois meses que se registam diariamente protestos em várias regiões da Venezuela que resultaram, de acordo com dados oficiais, em 39 mortos, mais de 600 feridos, 81 denúncias de alegadas violações de Direitos Humanos e avultados danos materiais.

Terça-feira o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a coligação opositora MUD chegaram a um acordo para iniciar um diálogo formal que terá como "facilitadores" o Vaticano, o Brasil, o Equador e a Colômbia.

FPG // JCS

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