Inimigo público de Dilma vai mandar nos deputados

Eduardo Cunha, eleito domingo presidente da câmara baixa do Congresso brasileiro, pertence em teoria ao maior aliado do governo mas é na prática o seu maior rival.

Consta nos corredores de Brasília que metade dos deputados se refere a Eduardo Cunha como "o génio" e a outra metade como "o génio do mal". Consta também que um dia o carioca de 56 anos se irritou publicamente quando foi comparado a Frank Underwood, a personagem maquiavélica da série americana House of Cards, mas que no seu íntimo se sentiu realizado. É este homem que, após a eleição de domingo, vai presidir à Câmara de Deputados nos próximos quatro anos - ótimas notícias para os seus aliados, péssimas para os seus inimigos, à frente dos quais surge Dilma Rousseff, a presidente da República.

Eduardo Cunha, evangélico e radicalmente anticasamento homossexual, é um barão do Partido do Movimento da Democracia Brasileira (PMDB), o herdeiro do MDB, a oposição permitida à ditadura militar de 1964 a 1985. Em democracia, a ideologia do PMDB, que reúne líderes conservadores, liberais, populistas ou sociais-democratas, é não ter ideologia. Desde que em 1985 José Sarney, um dos patriarcas do partido, herdou literalmente a presidência de Tancredo Neves, falecido antes da posse, o PMDB vive no poder, como aliado primeiro do PSDB de Fernando Henrique Cardoso e depois do PT de Lula e Dilma.

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