Gregos dispostos a dar uma maioria absoluta ao Syriza de Alexis Tsipras

Varoufakis defende que o acordo com credores falhou antes de ser implementado e ficará para a história como um "desastre". Bancos reabrem amanhã. Máximo dos levantamentos passa para 420 euros semanais

É um acordo de que ninguém gosta, sejam os credores ou Alexis Tsipras, mas todos estão apostados em vê-lo implementado, de forma a evitar que a Grécia entre em default e consiga negociar um terceiro resgate. Mas a maioria dos gregos que votaram não no referendo de dia 5 continuam a apoiar o governo, apesar da sua "capitulação", como lhe chama o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis.

O cenário de umas eleições antecipadas provavelmente em setembro ou outubro ganhou força depois de na quarta-feira 32 deputados do Syriza terem votado contra as primeiras medidas exigidas pelos credores. Uma rebelião parlamentar que levou Alexis Tsipras a remodelar o governo e deixou o executivo mais dependente dos votos da oposição para fazer aprovar outros pacotes legislativos polémicos.

Mas a opinião dos gregos é de que Tsipras e o Syriza continuam a ser os mais indicados para governar a Grécia. Uma sondagem da Palmos Analysis publicada ontem no jornal Efimerida ton Syntakton mostra que 42,5% da população tenciona votar no Syriza nas próximas eleições, resultado que se traduziria em 164 (dos 300) deputados, um valor acima dos 149 atuais, e que daria a Tsipras maioria absoluta.

A Nova Democracia, o maior partido da oposição e que liderava o anterior governo, recolhe 21,5% dos votos, menos 6,3% do que obteve em janeiro. A mesma sondagem indica que o terceiro maior partido grego passaria a ser o To Potami (8%), que ultrapassaria assim os neonazis da Aurora Dourada.

Estes valores podem ser explicados pelo facto de 73% dos gregos (incluindo 66% de eleitores do Syriza) quererem continuar na zona euro.

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