Grécia faz pagamento ao FMI um dia antes do final do prazo

Ordem de pagamento já foi executada, garante fonte do ministério de Varoufakis. Mas a situação financeira da Grécia mantém-se precária.

A Grécia pagou esta segunda-feira 750 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, um dia antes do final do prazo, que termina terça-feira, 12 de maio. A notícia foi confirmada à agência Reuters por dois responsáveis do ministério das Finanças grego.

O pagamento permite, por agora, afastar a perspetiva de que a Grécia entraria em incumprimento, hipótese que tem vindo a afetar os mercados nos últimos dias. "A ordem de pagamento ao FMI foi executada", garantiu fonte do executivo.

Atenas está perto da bancarrota e, nas últimas semanas, levantou-se a questão sobre se o governo de Alexis Tsipras iria escolher pagar ao FMI ou poupar o dinheiro para pagar salários e pensões no final do mês de maio.

Nos últimos dias, o governo grego repetiu que iria honrar os seus compromissos, mas vários responsáveis já tinham advertido para a possibilidade de o país ficar sem dinheiro suficiente para fazer este pagamento. Apesar de a obrigação ter sido cumprida, as condições financeiras da Grécia mantêm-se precárias e só devem melhorar quando o país assegurar a ajuda financeira dos seus credores internacionais.

Os governantes gregos têm estado a pressionar os ministros das Finanças da zona euro, reunidos esta segunda-feira em Bruxelas, para que reconheçam a existência de avanços nas negociações para o pagamento da dívida grega, na expetativa de que se abra o caminho à entrega de novas tranches com as verbas da ajuda internacional, congeladas até que a Grécia apresente um conjunto de reformas aprovado pelo FMI e pelos ministros das Finanças dos estados-membros da União Europeia.

A zona euro, no entanto, já recusou que o Banco Central Europeu suba o limite de títulos de dívida pública de curto prazo que os bancos gregos podem comprar, uma medida que permitiria a Grécia evitar a bancarrota.

À chegada à reunião do Eurogrupo, o ministro das Finanças alemão não só não reconheceu qualquer avanço nas negociações com o governo de Atenas como lançou mesmo a hipótese de serem os gregos, através de referendo, a decidir se estão de acordo com as condições de pagamento das dívidas do país aos credores internacionais. "Pode até ser uma medida útil para que o povo grego possa decidir se está pronto para aceitar o que é necessário ou se quer algo diferente", sublinhou Wolfgang Schäuble.

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