Grécia aceita mais austeridade e pede 53,5 mil milhões de euros a três anos. Proposta inclui cedências

(ATUALIZADA) Governo grego aceita cortes de 13 mil milhões de euros, IVA da restauração passa para 23%. Nova proposta mais próxima do que os credores exigiam antes ainda do referendo.

A Grécia terá aceite aplicar mais austeridade para assim cortar 13 mil milhões de euros, podendo desta forma ter acesso a um terceiro resgate. O Governo de Atenas pretende uma linha de crédito no valor de 53,5 mil milhões de euros a três anos.

A proposta que o governo de Tsipras fez chegar ao Eurogrupo é mais próxima daquela que os credores exigiam antes do referendo do passado domingo dia 5. E que foram "chumbadas" por 61% dos eleitores.

Segundo o documento revelado pelo jornal Naftemporiki (em língua inglesa), entre as cedências de Tsipras conta-se o aumento do IVA na restauração para 23%, o fim do subsídio para pensões mais baixas até 2019, cortes nas despesas militares de 100 milhões de euros já em 2015 e 200 milhões em 2016.

No encontro dos ministros gregos de ontem foi acordado que, dado o frágil estado da economia grega e a situação dos bancos, não há outra opção senão concordar com a maioria das propostas dos credores. O pacote de novas medidas tem no entanto ainda de ser votado no parlamento helénico.

A receção do plano pelo Eurogrupo foi confirmada às 21:10 (hora de Lisboa) pelo porta-voz do presidente do organismo, Jeroen Dijsselbloem, através do Twitter:

Ou seja, o governo grego entregou o documento uma hora e 50 minutos antes do fim do prazo, a meia noite desta quinta-feira em Bruxelas, 23:00 em Lisboa.

Aumenta a esperança de que será possível chegar a um acordo na reunião de emergência entre os líderes europeus, agendada para domingo.

Porém, o The Guardian refere que Alexis Tsipras poderá encontrar alguma resistência dentro do próprio partido, Syriza, pois o referendo de domingo foi visto como uma votação contra qualquer tipo de austeridade.

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