Governo português saúda decisão da Liga Árabe e condena a violação dos direitos humanos

O Governo saúda a decisão da Liga Árabe que suspendeu a Síria de todas as reuniões da organização, apela ao diálogo com as forças de oposição e condena a violação dos direitos humanos no país, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O governo português saúda a decisão da Liga Árabe de suspender a Síria daquela organização enquanto se mantiver a política de repressão sistemática levada a cabo pelo regime do Presidente Assad e a continuada incapacidade de encetar reformas políticas no país", disse à Lusa a mesma fonte do MNE que acrescentou que o Governo português está solidário "com o povo sírio e que condena a permanente violação dos direitos humanos" no país. "O Governo português junta-se assim, novamente, aos apelos da Comunidade Internacional e da União Europeia, exigindo às autoridades sírias o início, sem demoras, de um verdadeiro diálogo com as forças da oposição, a única forma de terminar com a violência e evitar a perda de mais vidas humanas", refere ainda a mesma fonte diplomática.

A Liga Árabe anunciou sábado que suspendeu a Síria de todas as reuniões e pediu a retirada dos embaixadores árabes até que o governo de Damasco ponha fim à violência contra os manifestantes anti-governamentais. Hamad ben Jassem al-Thani, ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro do Qatar, falava no final de uma reunião ministerial extraordinária na sede da organização no Cairo, destinada a discutir medidas contra Damasco, que há dez dias aceitou um plano de saída para a crise, mas que ainda não o aplicou.

A mesma fonte da Liga Árabe disse ainda que a suspensão começa na quarta-feira e acrescentou que a decisão foi aprovada por 18 dos 22 países-membros da Liga Árabe, enquanto o Líbano, o Iémen e a Síria votaram contra e o Iraque se absteve. Em comunicado, Hamad ben Jassem al-Thani disse também que a Liga Árabe pediu a aplicação de "sanções económicas e políticas contra o poder na Síria" e apelou a todas as correntes da oposição síria para que se reúnam no Cairo para encontrar "um projeto único para a gestão da transição na Síria".

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