Governo espanhol ameaça reagir a consultas na Catalunha

O porta-voz parlamentar do Partido Popular (PP), no Governo em Espanha, considerou "algo infantil" que se tenha programado para a tarde de sexta-feira a aprovação no parlamento catalão da lei de consultas, garantindo que o Governo atuará "de imediato".

"Não tenha dúvida. Seja a que horas seja que se aprova a lei de consultas ou um decreto de convocatória, o Conselho de Ministros tem tudo preparado para reagir de imediato", disse Alfonso Alonso, numa entrevista à Antena 3.

Fonte do executivo espanhol confirmou à Lusa que o presidente do Governo tem preparado, caso seja necessário, um Conselho de Ministros extraordinário para o fim de semana para definir a posição face às esperadas decisões da Catalunha, na tarde de sexta-feira.

As reuniões semanais do executivo são, normalmente, nas manhãs de sexta-feira ou seja antes do parlamento regional catalão aprovar, num plenário extraordinário durante a tarde, a nova lei de consultas.

As previsões são de que quase de forma imediata o presidente do Governo catalão, Artur Mas, assine o decreto que formaliza a convocatória da consulta soberanista aos catalães para 9 de novembro.

Nesse caso, explicaram as fontes ouvidas pela Lusa em Madrid, o executivo espanhol reuniria durante o fim de semana para aprovar, entre outras questões, um recurso contra a consulta para levar ao Tribunal Constitucional.

Questionado sobre a possibilidade dessa reunião extraordinária do executivo, Alonso disse que "se tem que haver, haverá" porque o Governo tem a responsabilidade de "garantir a lei".

Mais do que recorrer a uma lei catalã o Governo, explicou, "garantirá que não se rouba" o direito a todos os espanhóis de dizer o que é Espanha.

Já a pensar nesta possibilidade o procurador-geral do Estado espanhol, Eduardo Torres-Dulce reúne-se hoje em Madrid com os procuradores chefes da Catalunha para um encontro que abordará, entre outras, a questão da consulta soberanista na região.

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