Fundador do UKIP: Farage fez dele "o monstro de Frankenstein"

Professor na London School of Economics, Alan Sked criou o partido em 1991 para se opor à União Europeia. Hoje critica hipocrisia do sucessor e a sua política anti-imigração.

Chegou a ser candidato do Partido Liberal nos anos 70, mas Alan Sked acabou por se afastar, em desacordo com o apoio da formação à entrada do Reino Unido na União Europeia. Convencido de que os corredores de Bruxelas eram um mundo corrupto e pouco democrático, em 1991 o professor de História decidiu criar o seu próprio partido: a Liga Antifederalista. Mas rapidamente a associação às ligas fascistas o fez mudar o nome para UKIP (UK Independence Party).

Empenhado em manter a formação longe do Parlamento Europeu, enquanto esteve à sua frente (1991-97) Sked prometeu "enviar deputados apenas para Westminster". "Não havia razão para irmos para lá dizer "não, não, não" a tudo. E se fôssemos obrigados a ir, doaríamos os nossos salários ao Serviço Nacional de Saúde", contou em finais de março à revista New Statesman.

Com novas eleições à porta - já a 7 de maio -, o académico que acabou afastado da liderança do UKIP voltou a estar na mira dos meios de comunicação, até porque o partido, agora sob a liderança de Nigel Farage, surge em terceiro lugar nas sondagens. Sked, professor na London School os Economics, tem aproveitado a atenção para criticar Farage e para lembrar as diferenças entre ambos, sublinhando que, com ele, a formação "não tinha qualquer preconceito em relação aos estrangeiros e às minorias".

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