Frente al-Nusra deixa de combater jihadistas na Síria

A Frente al-Nusra, filial da Al-Qaida, e outros grupos anunciaram hoje que abandonam a luta contra os 'jihadistas' do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) no leste da província síria de Deir Ezzor, fronteiriça ao Iraque.

Num vídeo divulgado na Internet, um porta-voz dos vários grupos e clãs expressou o seu "arrependimento" por terem lutado contra o EIIL.

Além da Frente al-Nusra, estão incluídos no anúncio o Exército Sírio Livre e o Movimento Islâmico dos Livres de Sham, assim como várias tribos.

Na gravação, os grupos pedem desculpa ao EIIL por terem lutado contra ele, bem como "julgamento sob a lei de Alá" pelas suas ações.

O vídeo é conhecido um dia depois de grupos rebeldes no norte e leste da Síria terem ameaçaram depor as armas se não receberem ajuda da oposição para enfrentarem os combatentes do EIIL.

"Nós, os dirigentes das brigadas e batalhões (...) damos uma semana à Coligação Nacional, ao governo provisório (...) e a todos os órgãos da Revolução Síria para enviarem reforços e ajuda", indicaram em comunicado, adiantando: "Se o nosso apelo não for ouvido, depomos as armas e desobrigamos os nossos combatentes".

O grupo fundamentalista EIIL apareceu pela primeira vez na Síria na primavera de 2013. No início os rebeldes sírios aceitaram a presença dos ultrarradicais nas suas fileiras, mas os abusos sistemáticos destes e as suas ambições hegemónicas fizeram-nos voltarem-se contra eles.

Na Síria, o EIIL conquistou a cidade de Raqa, largas partes da província de Deir Ezzor e algumas posições na província de Alepo.

Nas últimas semanas reforçou-se com uma ofensiva em cinco províncias do norte e oeste do vizinho Iraque, que já causou mais de 2.000 mortos e obrigou centenas de milhares a abandonarem as suas casas.

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