Fim de armas químicas sírias pode passar pelos Açores

Mais de 500 toneladas de armas químicas sírias serão destruídas a bordo do navio dos EUA Cape Ray, preparado para o efeito. Para isso serão retiradas do navio dinamarquês que as transporta do porto de Latáquia até ao Mediterrâneo. Para conseguir o transbordo de tais armas para o Cape Ray, os EUA solicitaram a Portugal a hipótese de utilizar um porto dos Açores. Ontem, o Governo de Passos Coelho, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), e o Governo Regional dos Açores confirmaram o pedido dos EUA, feito no quadro da resolução 2118 do Conselho de Segurança da ONU, adiantando estarem a estudar a questão.

A par disso, também Itália estuda solicitação semelhante. Segundo a imprensa italiana, a ministra dos Negócios Estrangeiros italiana, Emma Bonino, divulgará esta quinta-feira qual o porto italiano escolhido para o transbordo das armas químicas sírias. Segundo o 'L'Unione Sarda' e a Reuters, o governador da Sardenha, Hugo Cappellaci, indicou logo na sexta-feira que recusava aceitar ali o transbordo das armas sírias. Brindisi, Taranto, Augusta, Gioia Tauro e Cagliari são, segundo a agência noticiosa Ansa, hipóteses italianas em estudo.

Sobre o eventual uso do porto da Praia da Vitória, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, disse haver questões que "interessa esclarecer e detalhar". O socialista, que falava à imprensa à margem do plenário da Assembleia Legislativa, na Horta, explicou que "a operação só se concretizará se se revelar que as "questões de segurança estão acauteladas".

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