Faltam habitações para desalojados no Japão

Mais de um mês após o sismo e maremoto de 11 de Março no Japão, milhares de desalojados vivem em abrigos improvisados, denuncia o Mainichi Shimbun.

"Uma permanência prolongada nos abrigos, onde falta privacidade e as condições de higiene não são as melhores, está a afectar o bem-estar da população que foi forçada a deixar as suas residências e que tentam manter um padrão decente de existência no quotidiano", revela o diário japonês.

O número de pessoas nestas circunstâncias ultrapassa as 140 mil, que convivem em ginásios,"separadas apenas por cartões, sem qualquer privacidade". Por isso, "o Governo devia mostrar maior determinação para resolver este problema e recorrer a todos os meios para apressar a construção das novas casas". Tanto mais que muitos dos desalojados são pessoas idosas, que vivem com dificuldade nestes abrigos.

"O Governo anunciou a intenção de construir 70 mil casas (...), mas até agora só foram edificadas perto de nove mil". E muitas delas permanecem por habitar. O problema resulta, lê-se no Mainichi Shimbun, da lentidão dos procedimentos para a atribuição das casas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG