Ex-executiva que fez atrasar um avião por causa de frutos secos foi presa

Heather Cho já se tinha demitido do seu posto na Korean Air, devido ao escândalo que causou quando mandou recuar um avião por lhe terem servido nozes de maneira incorreta.

Heather Cho, ex-vice-presidente da companhia aérea Korean Air, foi presa esta tarde na sequência de uma decisão do tribunal sul-coreano. A ex-executiva é acusada de violar a legislação coreana de segurança aérea, quando fez atrasar um voo devido à forma como um assistente de bordo lhe serviu nozes no avião, situação que causou a sua demissão.

"Reconhece-se a necessidade da detenção porque a situação é grave e porque houve desde o início uma tentativa de encobrir sistematicamente o assunto", disse Lee Kwang-woo, juiz do tribunal onde foi tomada a decisão, citado pela Reuters.

A ex-executiva, que é filha do presidente da Korean Air, foi transportada terça-feira ao final do dia para um centro de detenção.

O incidente, que causou revolta na Coreia do Sul, aconteceu dia 5 de dezembro no aeroporto John F Kennedy em Nova Iorque. Um assistente de bordo serviu nozes da macadâmia à executiva, que, embora fosse vice-presidente responsável pelo serviço de bordo, viajava enquanto passageira.

As nozes foram-lhe servidas no saco em vez de colocadas num prato, e Cho terá obrigado o avião, que já se encontrava na pista, a voltar para trás para que o assistente de bordo fosse expulso. O voo chegou ao destino com 11 minutos de atraso.

Uma investigação do Ministério dos Transportes da Coreia do Sul tinha concluído que Heather Cho teria maltratado os assistentes de bordo no voo em questão, e que membros da companhia aérea teriam tentado esconder provas do incidente.

Exclusivos

Premium

Contramão na autoestrada

Concessionárias querem mais formação para condutores idosos

Os episódios de condução em sentido contrário nas autoestradas são uma realidade recorrente e preocupante. A maioria envolve pessoas idosas. O tema é sensível. Soluções mais radicais, como uma idade para deixar de conduzir, avaliação médica em centros específicos, não são consensuais. As concessionárias das autoestradas defendem "mais formação" para os condutores acima dos 70 anos.