UE concorda com envio de missão de verificação

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acordou hoje com o chefe do executivo espanhol o envio de uma missão da União Europeia (UE) para analisar "o mais rápido possível" a situação na fronteira de Gibraltar.

De acordo com um breve comunicado do executivo comunitário os dois líderes "chegaram a acordo sobre o envio de uma missão da Comissão Europeia, o mais rápido possível, para examinar 'in situ' as questões relacionadas com as verificações e o movimento de pessoas e bens na fronteira".

Na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico David Cameron pediu a intervenção direta de Durão Barrosos sobre a crise diplomática entre Espanha e o Reino Unido referindo o envio "urgente" de uma missão da UE Para a fronteira.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, hoje, o chefe do governo espanhol Mariano Rajoy convidou a Comissão Europeia a enviar uma delegação a Espanha e a Gibraltar para "fazer verificações oportunas numa zona em que Espanha exerce obrigações legais".

De acordo com fontes do governo espanhol citadas pela EFE, Rajoy falou 12 minutos com Durão Barroso e expôs ao presidente da Comissão Europeia que Espanha exerce obrigações legais ao estabelecer verificações aleatórias, proporcionadas e "não discriminatórias" na fronteira.

Segundo as mesmas fontes, o primeiro-ministro espanhol também expressou a necessidade de se verificar e controlar a atividade económica de Gibraltar em questões relativas a branqueamento de capitais, contrabando e fiscalidade.

Após manifestar que Espanha vai aplicar "medidas legais em defesa da própria legalidade espanhola e europeia do interesse de Espanha e dos espanhóis", Rajoy reiterou a disposição para o diálogo com o Reino Unido, "de acordo com o direito internacional e europeu".

O conflito diplomático prolonga-se há mais de quatro semanas e é considerado pela imprensa dos dois países como o mais grave desde a crise de 1969, ano em que o ditador espanhol Francisco Franco ordenou o encerramento da fronteira que ficou fechada durante 12 anos.

A colocação de 70 blocos de cimento no mar em volta do território ultramarino britânico de Gibraltar está na base da crise pois os pescadores da zona queixam-se de que o aumento da zona de aterros está a prejudicar a faina na zona da baía de Algeciras, além de aumentar a área do território britânico, conhecido como o 'Rochedo'.

Como resposta, o governo espanhol ordenou verificações mais demoradas na fronteira, que tem provocado filas de automóveis que se prolongam durante várias horas.

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