Ucrânia denunciou ultimato russo na Crimeia

A Frota Russa no Mar Negro desmentiu que tenha lançado um ultimato às forças ucranianas na Crimeia para se renderem ou enfrentarem um ataque, conforme denunciara pouco antes fonte do Ministério da Defesa ucraniano citada pela agência noticiosa russa Interfax.

Segundo a mesma agência, citada pela Lusa, um porta-voz da frota russa afirmou que é "um completo disparate" que as forças russas tenham dado um ultimato às forças militares da Ucrânia na Crimeia para se renderem nas próximas horas.

"Já estamos habituados a ouvir todos os dias acusações sobre ataques aos nossos camaradas ucranianos", afirmou o porta-voz da frota, citado pela Interfax, garantindo que os "esforços para levar a um confronto não vão resultar".

Ao mesmo tempo em que surgiam as notícias veiculadas pela Interfax, o presidente da Duma, câmara baixa do Parlamento russo, Serguei Narychkine, garantia que "de momento" não "é necessária" uma intervenção militar. "A decisão tomada pelo Conselho da Federação dá-nos o direito e podemos usá-lo se for necessário, mas de momento não é necessário", declarou Narychkine, citado pelas agências russas e pela AFP.

Tais declarações surgiram numa altura em que estava agendada uma nova reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para esta segunda-feira à noite. De manhã, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, admitira, em Kiev, que os russos tinham já o "controlo operacional" da Crimeia.

Para quinta-feira foi marcada uma cimeira extraordinária da UE, com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 28 a discutirem hoje a introdução de eventuais sanções contra Moscovo.

Segundo a Casa Branca, citada pela AFP, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu hoje a Moscovo que contenha as suas forças na Ucrânia, durante uma conversa telefónica com o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev. Segundo Washington, Biden "pressionou a Rússia no sentido de esta fazer recuar as suas forças, apoiar o envio de observadores internacionais para a Ucrânia e iniciar um diálogo político concreto com o Governo ucraniano".

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