Ucrânia anuncia lista de russos que vão sofrer sanções

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, anunciou hoje uma lista de 172 russos e 65 empresários, que serão sancionados por alegadamente apoiarem a anexação da Crimeia ou financiar a insurgência pró-Rússia, no leste da Ucrânia.

O anúncio foi feito durante a apresentação de um projeto de lei no parlamento. Na próxima terça-feira, o órgão legislativo deverá analisar o documento, que prevê uma série de medidas de retaliação, nomeadamente a proibição de entrada no país ou o congelamento de bens, assim como a proibição de algumas transações financeiras.

O chefe de governo ucraniano destacou também a proibição do trânsito de recursos naturais pelo país.

Quase metade do gás russo consumido na Europa passa pela Ucrânia.

"No pior cenário, a Ucrânia vai sofrer perdas, não só por causa das sanções, mas também por causa da política agressiva do Kremlin. Sete mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros) no primeiro ano", assinalou, no entanto, Arseni Iatseniuk.

Após a queda do avião da companhia aérea da Malásia numa zona controlada pelos separatistas, provocada pelo disparo de um míssil num incidente cuja autoria continua sem ser atribuída, o governo ucraniano decidiu criar uma comissão para preparar sanções contra a Rússia e contra os cidadãos russos que apoiam os rebeldes.

Os separatistas controlam centenas de quilómetros da fronteira russo-ucraniana, incluindo os principais postos alfandegários.

Hoje, o primeiro-ministro ucraniano apelou ao Conselho de Segurança Nacional e Defesa para aplicar tais medidas sancionatórios, cujo conteúdo não foi divulgado.

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