Tribunal inocenta ex-chefe do Governo

"Inocente" foi a decisão tomada hoje pelo tribunal islandês sobre a responsabilidade do ex-primeiro-ministro na crise financeira que, em 2008, se registou no país.

O veredito do julgamento do ex-primeiro-ministro da Islândia Geir H. Haarde, acusado em 2010 pelo Parlamento de "negligência e má gestão" no âmbito do colapso do sistema financeiro do país, foi conhecido ao início da tarde.

Caso fosse considerado culpado, Haarde - o primeiro chefe de um executivo a ser julgado pela crise financeira - arriscava uma pena até dois anos de prisão.

O julgamento foi iniciado em 5 de março, após decisão do tribunal de justiça (Landsdomur). Previamente, uma Comissão especial de investigação tinha concluído que Haarde era "parcialmente" responsável pelo colapso do sistema financeiro islandês, em 2008.

Na audiência preliminar, em junho de 2011, o ex-chefe do governo islandês declarou-se inocente, enquanto o seu advogado censurou os juízes e pediu o fim do processo.

"A minha posição sobre as acusações é clara. Declaro-me inocente de todas as acusações e tudo farei para provar a minha inocência caso o tribunal decidia examinar este caso", declarou Haarde na ocasião.

O Althing (parlamento) decidiu em setembro enviar o antigo primeiro-ministro conservador perante o Landsdomur, um tribunal especial com a função de julgar ministros e que nunca tinha sido convocado após a sua formação, há mais de um século.

Haarde, 60 anos, e em funções desde junho de 2006, demitiu-se em janeiro de 2009 para iniciar tratamento a um cancro.

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