Tiroteio causa três mortos em localidade da Suíça

Um homem armado de uma espingarda automática matou na noite de quarta-feira três pessoas e feriu outras duas na localidade helvética de Daillon, no cantão de Valais, no sul do país, antes de ser finalmente neutralizado pela polícia. O homem, que será um residente da localidade, estaria alcoolizado no momento dos disparos.

Várias testemunhas oculares revelaram aos media suíços o modo como foram surpreendidas cerca das 22.00 locais (21.00 em Portugal continental) ao ouvirem disparos numa das ruas da localidade de Daillon.

"Estava num café com um amigo, que é agente de polícia, quando ouvimos uma série de tiros", explicou uma das testemunhas. No restaurante onde se encontrava entrou então uma pessoa fugida a dizer que um vizinho "perdera as estribeiras" e viera para a rua disparar.

As luzes foram apagadas no restaurante e num café próximo enquanto os clientes de ambos os estabelecimentos procuravam refúgio nas respetivas caves, ainda segundo o mesmo testemunho.

Uma responsável do restaurante disse que "uma senhor de 80 anos foi morta"; ela e restantes vítimas não sobreviveram aos disparos, morrendo antes ainda da chegada da emergência médica. Dois outros feridos foram transportados para um hospital, e estavam sob tratamento.

O atirador, um homem de 30 anos, habitante de Daillon e apenas identificado pela letra "F", teria "bebido bastante" no restaurante onde se encontrava a primeira testemunha, e teria ido a casa buscar a arma antes de voltar à rua e começar um tiroteio indiscriminado.

O indivíduo foi neutralizado pelas forças de segurança que chegaram a "ferí-lo, após ele resistia com violência". A natureza do ferimento nem os possíveis motivos do ataque não foram revelados.

Noite fora, a polícia continuou no local à procura de possíveis vítimas que tivessem sido atingidas no interior de suas casas e a recolher testemunhos.

Os suíços em idade de serviço militar estão autorizados a terem armas de guerra em suas casas, de acordo com uma longa tradição. Em muitas circunstâncias, mantêm essas armas após finda a idade de mobilização.

Um referendo em fevereiro de 2011 aprovou a manutenção desta longa tradição. Na época estimava-se que existiam mais de dois milhões de armas em casas particulares, uma média de cerca de uma arma pelos quase oito milhões de habitantes.

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