Suspeito confessa agressão a soldado em Paris

O jovem, detido na quarta-feira nos arredores de Paris e que confessou ter agredido um militar francês, converteu-se recentemente ao islão e terá agido em nome da sua "ideologia religiosa".

Alexandre, um francês de 22 anos, confessou os factos durante a sua detenção em casa de uma amiga, indicou o procurador de Paris em conferência de imprensa, invocando um "evidente desejo de matar" por parte do suspeito.

O ataque deverá continuar a ser considerado como um "ato terrorista", mas o procurador recusou adiantar se o suspeito tinha outros projetos criminosos.

A agressão ao militar teve lugar no sábado, três dias após a morte em Londres de um militar britânico, degolado por dois islamitas radicais. Não foi estabelecida qualquer relação entre os dois casos.

Segundo o procurador Alexandre D. comprou duas facas num supermercado. Uma hora depois foi filmado pelas câmaras de vigilância a rezar, antes de espetar uma faca no pescoço do militar que patrulhava o bairro parisiense de La Défence.

A polícia confirmou que o suspeito não era conhecido dos serviços secretos franceses, tendo sido, no entanto, identificado pela polícia em 2009 durante uma oração na rua.

Já o militar, identificado como Cédric Cordiez, de 23 anos, deixou o hospital na segunda-feira, mas está "traumatizado", segundo a sua companheira.

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