Suécia vai ser primeira na UE a reconhecer Palestina

No seu discurso inaugural ao parlamento, o novo primeiro ministro sueco, Stefan Lofven, declarou hoje que a Suécia vai reconhecer o estado da Palestina. Torna-se assim no primeiro membro da Europa dos 15 a fazê-lo.

Stefan Lofven, dirigente do partido dos Sociais Democratas, fez hoje o seu primeiro discurso enquanto primeiro ministro, e o anúncio do reconhecimento do estado da Palestina é, assim, o seu primeiro ato oficial.

"O conflito entre Israel e a Palestina só pode ser resolvido através de uma solução de dois estados," afirmou. Esta solução "requer reconhecimento mútuo e uma vontade de coexistir pacificamente. A Suécia vai portanto reconhecer o estado da Palestina." Por agora, o primeiro ministro não deu indicação de quando esse reconhecimento será oficializado.

O partido dos Sociais Democratas venceu o mês passado as eleições legislativas suecas, embora sem maioria. O partido de Stefan Lofven coligou-se depois com os Verdes e outras forças de esquerda.

A União Europeia não tem posição oficial relativamente ao reconhecimento do estado da Plestina. A maioria dos países europeus não o reconhecem, com a exceção de alguns países da Europa de Leste. No entanto, como é o caso da Polónia ou da Hungria, deram esse reconhecimento antes de se juntarem à UE. A Suécia torna-se portanto no mais antigo membro da União Europeia a tomar esta posição.

Os Estados Unidos e Israel são os principais opositores do reconhecimento da Palestina enquanto estado, defendendo que uma solução de dois estados para o conflito só pode advir de negociações entre Israel e a Palestina, negociações essas que se encontram suspensas. Embora a maior parte da Europa e da América do Norte não reconheçam a Palestina, o estado é reconhecido por grande parte dos países africanos, asiáticos e sul-americanos.

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