"Sou radicalmente contra a independência da Catalunha"

A menos de quatro semanas das eleições catalãs, Carme Chacón, ex-ministra da Defesa espanhola, afirma-se "radicalmente contra a independência da Catalunha".

A candidata à liderança do PSOE saiu derrotada do 28.º congresso do partido, por apenas 22 votos, revelando agora as suas visões para uma nova etapa da vida política espanhola.

Em entrevista ao El Mundo, a dirigente socialista defende um sistema federal para o seu país, porque é a "melhor garantia de coexistência". A seu ver, o federalismo é o sistema que permite "que todos os cidadãos desfrutem dos mesmos direitos e se respeitem, reconhecendo as diferenças sem discriminações".

Carme Chacón diz ainda que a Constituição espanhola necessita de uma "atualização e de uma reorganização clara e estável da organização territorial". Afirmando-se imparcial por não fazer parte da direção do PSOE ou do PSC, a socialista afirma-se convencida de que os dois partidos compartilham a mesma posição básica: "Sim a uma reforma federal da Constituição, não à independência". No entanto, Chacón afirma que os catalães devem ser consultados sobre a temática, desde que de forma legal.

A ex-ministra insurge-se ainda contra a "conduta irresponsável" de Artur Mas e a sua "campanha feroz e enganosa", dizendo que o partido do líder da Catalunha "conta com muitos meios, que usa sem escrúpulos morais ou legais". Chacón recorda ainda que a sede do partido de Mas, a coligação "Convergência e União", está embargada por "provas apreendidas por financiamento ilegal, com dinheiro procedente do espólio do Palau da Música".

A dirigente socialista voltou a repetir os seus argumentos no programa de Ana Rosa Quintana. Diante dos microfones do canal espanhol Telecinco, disse que na Catalunha "há uma espiral de silêncio que é necessário romper". Chacón acrescentou ainda que se sente "catalã, espanhola e europeia". "Não quero que nada me obrigue a decidir se só quero ser catalã ou espanhola".

Sobre as causas que a levaram agora a romper o seu silêncio, a ex-ministra justificou-se dizendo que "o momento que vive a Catalunha requer todas as vozes", e que sentia a necessidade e a obrigação de dar a conhecer o seu ponto de vista.

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