Sindicato protesta contra agressão a jornalista português

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) condenou no domingo a agressão ao jornalista português Paulo Moura na praça Taksim, em Istambul, e anunciou que vai apresentar hoje um "protesto formal" na Embaixada da Turquia em Lisboa.

Num comunicado publicado no domingo no sítio 'online' do SJ, a direção "condena a agressão de que foi vítima o jornalista Paulo Moura por parte das autoridades policiais turcas, em Istambul".

Na nota, o sindicato exige às autoridades turcas "o elementar respeito pelo trabalho dos jornalistas" e anuncia ter pedido "intervenção solidária" do sindicato dos jornalistas turcos e da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).

De acordo com as declarações do próprio jornalista, ao serviço do jornal Público, numa crónica na edição publicada 'online', a agressão ocorreu quando se encontrava isolado, após a carga policial sobre os manifestantes na praça Taksim, "apesar de repetidamente [se] ter identificado como sendo membro da comunicação social".

A polícia turca deteve cerca de 350 pessoas no domingo durante as manifestações de protesto no centro de Istambul que se sucedem desde sábado, segundo o diário Hürriyet, citando fontes da Ordem dos Advogados turca.

Durante todo o dia, a polícia fez intervenções com canhões de água, granadas de gás lacrimogéneo e balas de plástico contra milhares de manifestantes que tentavam aproximar-se da praça Taksim, epicentro das revoltas desde há quase três semanas.

Os detidos, entre os quais um cidadão britânico e vários jornalistas turcos, foram transportados para a praça Taksim e fechados em autocarros da polícia.

A organização de direitos humanos Amnistia Internacional fez no domingo um apelo ao Governo turco para que ponha fim ao isolamento dos detidos e lhes permita contactar os seus advogados.

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