Senado aprova voto de confiança ao novo Governo

O novo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, conseguiu, na noite de segunda-feira, a aprovação pelo Senado de um voto de confiança ao seu programa de governo para uma mudança "imediata e radical" no país.

O presidente do Senado, Pietro Grasso, informou que o voto foi aprovado com 169 votos favoráveis e 139 contrários.

"O futuro da Itália não é chorar de manhã à noite ou ser a lanterna vermelha da Europa", afirmou Renzi, durante um discurso, de uma hora, em grande parte improvisado.

Voluntarista e provocador, o ex-presidente da autarquia de Florença, de 39 anos, lembrou que não tinha a idade requerida para ser senador (40 anos) e que a abolição desta câmara parlamentar, na sua forma atual, estava no seu programa.

"Espero ser o último primeiro-ministro a pretender a confiança do Senado", disse, apesar de a existência do seu próprio governo depender dos votos dos senadores.

Ao contrário do sentimento antieuropeu que cresce na península, Renzi fez uma defesa vibrante da União Europeia, da qual a Itália assegura a presidência semestral rotativa a partir de 01 de julho.

À semelhança do seu antecessor, Enrico Letta, que afastou do cargo, graça a uma ação de força no partido de ambos, o Democrata, Renzi apoia-se numa coligação esquerda-direita, integrada também pelo Novo Centro Direita, de Angelino Alfano, ministro do Interior e ex-aliado de Silvio Berlusconi, e Eleição Cívica, o partido centrista de Mario Monti.

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