Sede de jornal satírico atacada com cocktail molotov

A redacção do jornal satírico Charlie Hebdo, que publica hoje um número especial após as eleições na Tunísia, foi destruída durante a madrugada por um incêndio de origem criminosa, revelou fonte policial, evocando a utilização de um cocktail molotov.

O jornal, rebaptizado para a ocasião como "Charia Hebdo", decidiu fazer do profeta Maomé o "redactor principal" do seu número de hoje, para "festejar a vitória" do partido islamista Ennahda na Tunísia.

O incêndio, que deflagrou cerca da 01:00, foi rapidamente dominado e não fez qualquer ferido, indicou fonte da polícia.

De acordo com a mesma fonte, que evocou o arremesso de um "cocktail molotov" para explicar a origem do incêndio, "não houve detenções".

O director da publicação e cartoonista, conhecido como Charb, acredita que o incêndio está directamente "ligado" à publicação do "Charia Hebdo".

"No Twitter, no Facebook, recebemos cartas de protesto, ameaças e insultos", que a direcção do jornal se preparava para transmitir à polícia, explicou.

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