Sede da Presidência bósnia atacada em Sarajevo

A sede da Presidência da Bósnia-Herzegovina foi hoje atacada por manifestantes, que protestavam na capital, Sarajevo, contra o encerramento de fábricas e a corrupção naquele país, informou a comunicação social local.

Segundo os media locais, citados pela agência espanhola EFE, os manifestantes lançaram pedras e posteriormente atearam fogo ao edifício.

O portal de informação Klix.ba divulgou que as forças de segurança presentes no local estão a tentar dispersar os manifestantes, que protestam igualmente contra a situação económica na Bósnia-Herzegovina.

Momentos antes da divulgação deste incidente, a agência EFE noticiou que dezenas de manifestantes tinham ficado hoje feridos durante a invasão de um edifício do governo regional de Sarajevo.

A edição online do diário Dnevni avaz avançou que os manifestantes tinham incendiado a porta da entrada do edifício da sede do governo regional de Sarajevo.

Grupos de manifestantes atiraram pedras contra as forças policiais que tentavam travar a progressão dos ativistas, relataram emissoras de rádio locais.

Quando conseguiram chegar junto do edifício, os manifestantes partiram as janelas com pedras e invadiram a sede do governo regional. A polícia tentou dispersar os ativistas com gás lacrimogéneo.

Segundo a agência de notícias estatal bósnia Fena, no local dos incidentes era possível ouvir disparos e sirenes.

Ao início da tarde, o centro clínico de Sarajevo tinha recebido 26 feridos.

Hoje, já tinham sido registados incidentes em Tuzla (nordeste), onde manifestantes invadiram, saquearam e incendiaram um edifício estatal.

Uma centena de jovens encapuzados, exibindo insígnias da equipa de futebol local, entraram no edifício, tendo retirado móveis e lançando televisores pelas janelas, de acordo com o testemunho de um jornalista da agência France Press.

Um protesto similar tinha já ocorrido em Tuzla na quarta-feira por iniciativa dos trabalhadores de diversas empresas públicas em situação de falência e incapazes de garantir o pagamento dos salários, em particular nos setores químico e florestal, que conheceram o seu apogeu durante o regime da ex-Jugoslávia socialista.

A Bósnia é um dos países mais pobres da Europa e devido à rivalidade política dos três principais grupos étnicos -- muçulmanos, sérvios e croatas -, não consegue desenvolver as reformas necessárias.

Os números oficiais indicam que o país enfrenta uma taxa de desemprego de 44%, enquanto o salário médio mensal não ultrapassa os 420 euros.

SCA (PCR) // APN

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