Rússia diz que observadores não tinham "convite oficial"

A Rússia afirmou que os observadores da OSCE que foram hoje impedidos de entrar na Crimeia, pelo segundo dia consecutivo, não tinham "convites oficiais" das autoridades da república autónoma ucraniana.

Os observadores tentaram entrar na Crimeia "ignorando o princípio do consenso, que é fundamental para a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), sem ter em consideração as opiniões e recomendações da parte russa, sem esperar por convites oficiais da parte da Crimeia", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

No texto, Moscovo acusa a OSCE de seguir "as piores tradições de dois pesos e duas medidas" e de fechar os olhos a "atos violentos de forças extremistas" na Ucrânia.

A Rússia qualifica as novas autoridades ucranianas de extremistas e acusa-as de terem tomado o poder pelas armas, na sequência da destituição do presidente ucraniano Viktor Inaukovitch, considerado próximo de Moscovo.

Cerca de 40 observadores da OSCE foram hoje impedidos por homens armados de entrar na Crimeia, tal como tinha acontecido na véspera. Perto da localidade de Tchongar, um dos dois possíveis pontos de entrada na península da Crimeia, os dois veículos que transportavam os cerca de 40 observadores, seguidos por cerca de 50 viaturas civis ucranianas, foram impedidos de passar por uma dezena de homens armados, não identificados, que formaram uma barreira. O grupo de observadores é constituído por 47 militares desarmados, de 25 dos 57 países membros da OSCE.

As autoridades locais da Crimeia, no sul da Ucrânia, não reconhecem o novo governo de Kiev e defendem o regresso ao poder de Ianukovich, destituído em fevereiro e atualmente refugiado na Rússia. Na quinta-feira, o parlamento autónomo anunciou um referendo sobre uma união da península com a Rússia.

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