Rússia confirma retirada de forças destacadas na fronteira

A Rússia anunciou hoje a retirada de forças militares destacadas na fronteira com a Ucrânia, dias depois de Washington ter pedido ao Presidente russo, Vladimir Putin, para retirar as tropas e alivar a tensão na zona.

O Ministério da Defesa russo informou que o 15.º batalhão abandonou hoje o polígono (terreno destinado ao exercício de tiro e manobras da artilharia) de Kadamovski na região de Rostov del Don, na fronteira com a Ucrânia, e dirigiu-se para a base de destacamento regular em Samara, localizada a mais de mil quilómetros da fronteira.

O ministério precisou que o batalhão realizou durante as últimas semanas em Rostov vários exercícios, incluindo exercícios de tiro, explorações e outras táticas militares.

Algumas horas antes deste anúncio, o Ministério da Defesa ucraniano informou que tinha indicações de que as forças russas estavam a sair gradualmente da zona fronteiriça com a Ucrânia, sem especificar, no entanto, o número de militares envolvido na possível retirada.

"Nos últimos dias, as forças russas têm estado a retirar-se gradualmente da zona da fronteira", afirmou o porta-voz do ministério ucraniano, Oleksiy Dmytrashkivskiy.

Outra fonte ucraniana indicou hoje que cerca de 10 mil soldados russos ainda permaneciam junto da fronteira.

Segundo os serviços secretos norte-americanos, Moscovo tinha mobilizado para as regiões russas de Rostov no Don, Kursk e Bélgorod, que fazem fronteira com a Ucrânia, mais de 30 mil soldados, mas também blindados e meios aéreos.

Dados divulgados pelas autoridades de Kiev davam conta que quase 100 mil soldados russos, equipados com blindados, lança-mísseis, aviões e helicópteros, estavam na semana passada na fronteira com a Ucrânia à espera de ordens de Vladimir Putin.

Estas informações vieram aumentar os temores ucranianos sobre uma possível invasão das regiões orientais russófonas do país, depois do processo de anexação da república autónoma da Crimeia.

Na sexta-feira passada, durante uma conversa telefónica com Putin, o Presidente norte-americano, Barack Obama, exortou o líder russo a retirar as tropas destacadas ao longo da fronteira com a Ucrânia.

No dia seguinte, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, negou que Moscovo tivesse planos para invadir o território ucraniano.

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