Repatriadas oito crianças feridas no desastre de autocarro

Oito crianças feridas no acidente com um autocarro na Suíça, que custou a vida a 28 pessoas, incluindo 22 menores, estão a ser repatriadas para a Bélgica, segundo fonte hospitalar citada pela agência AFP.

"Neste momento devem estar no avião", disse a porta-voz do Hospital de Valais, Florence Renggli, no decorrer de uma conferência de imprensa, pouco depois de três C-130 das forças armadas belgas terem aterrado no aeroporto de Sion.

A conferência de imprensa decorreu no local do acidente, num túnel de Sierre, onde na terça-feira à noite um autocarro belga, com 52 pessoas, 46 das quais crianças, embateu, por razões ainda desconhecidas, numa parede da via.

O estado de três das 24 crianças feridas e que se encontram no hospital universitário de Lausana mantém-se inalterado, de acordo com fontes médicas em Sion.

Vinte crianças feridas continuam internadas no Hospital de Valais, seis em Viège e 14 em Sion, encontrando-se todas fora de perigo, adiantou fonte hospitalar.

As equipas dos hospitais da região realizaram desde terça-feira à noite mais de 50 operações a 16 pacientes, disse Renggli, acrescentando que as operações de socorro mobilizaram mais de 150 pessoas nos estabelecimentos hospitalares da área.

Questionado pela televisão suíça ao fim da tarde, o procurador de Valais encarregado do processo, Olivier Elsig, anunciou que "todas as vítimas foram identificadas e poderão ser entregues às famílias o mais rapidamente possível, provavelmente amanhã" (sexta-feira).

Os corpos das vítimas serão repatriados para a Bélgica "por etapas", referiu por seu turno o comandante da polícia do cantão de Valais, Christian Varone, adiantando que "já está tudo organizado para amanhã".

Os "Hércules" C-130 das forças armadas belgas foram colocados à disposição do governo para repatriar os corpos das vítimas mortais do acidente.

A polícia suíça continua muito reservada quanto às causas do acidente.

"Não temos mais nada a dizer para além do que foi comunicado na quarta-feira à noite, isto á que os investigadores estão a privilegiar três pistas: uma falha técnica do autocarro, doença súbita do motorista ou erro humano", esclareceu o comandante da polícia.

"Claro que as crianças foram interrogadas, as que puderam ser", referiu Varone, considerando "admirável " o comportamento das crianças e dos familiares. "Tocou-nos a sua dignidade e coragem", declarou.

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