Reforma da Câmara dos Lordes suspensa

As esperanças de Nick Clegg, vice primeiro ministro britânico, de executar rapidamente a reforma da Câmara dos Lordes foram defraudadas depois da votação que aconteceu no Parlamento, na noite passada. 91 conservadores uniram-se e impediram a implementação da regra que obrigaria ao debate por apenas 10 dias.

David Cameron, o primeiro ministro, enfrentou o líder da 'rebelião Tory' fora da Câmara dos Comuns, ontem, depois de ter ficado claro que deputados conservadores, geralmente leais à disciplina de voto, estavam determinados na oposição à reforma da Câmara dos Lordes.

Um dos deputados rebeldes, citado pelo Guardian, descreveu como vergonhoso o comportamento do primeiro ministro: Cameron levantou a voz contra Jesse Norman, líder da 'rebelião Tory', disse o deputado. "O Jesse é um bom homem e por isso foi embora", afirmou ao mesmo jornal.

A rebelião dos 91 deputados conservadores não conseguiu, no entanto, bloquear a reforma. Mas o projeto de lei irá enfrentar grandes dificuldades depois da rebelião e de o Governo ter sido forçado a retirar a moção que estabelecia a calendarização do debate.

Uma fonte do Governo afirmou: "Este foi um recuo tático para evitar uma derrota operacional". A coligação foi, assim, posta em causa ao ter sido questionada a autoridade do primeiro ministro.

"A lei está morta. A questão é quanto tempo o Governo vai continuar antes de reconhecer isso e por quanto mais dor adicional vai fazer o país passar, quando as reais energias do Parlamento e Go governo deviam estar focadas em consertar o vendaval económico em que estamos", declarou Jesse Norman à Rádio 4 da BBC.

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