Recolhidas toneladas de flores em memória das vítimas

Os serviços municipais de Oslo começaram hoje, ao início da manhã, a recolher toneladas de flores colocadas em memória das vítimas dos atentados de 22 de Julho, defronte da catedral da capital norueguesa.

O "jardim das flores" improvisado um dia depois dos ataques, junto à Domkirke, aumentou progressivamente ao longo dos dias seguintes para se transformar num campo com cerca de 50 metros de comprimento e 30 de largura, símbolo da mobilização e união dos noruegueses.

Milhares de flores, centenas de velas, lanternas e mensagens ou desenhos foram colocados no local em homenagem das 77 vítimas do atentado de Oslo e do tiroteio na ilha de Utoya, perpetrados pelo extremista Anders Behring Breivik, de 32 anos.

O presidente da câmara municipal de Oslo, Fabian Stang, tinha anunciado na passada semana que as flores iam ser aproveitadas para compostagem, as velas refundidas e as mensagens e objectos conservados nos arquivos noruegueses.

Um pouco por toda a capital norueguesa, nas esquinas das ruas mais próximas da zona de edifícios do governo, destruída por um veículo armadilhado, ou perto do local de trabalho das vítimas foram criados pequenos santuários de rosas e velas.

A edição de hoje do jornal norueguês Verdens Gang (VG) destacou o telefonema de Breivik para o número de emergência da polícia, 112, depois de ter disparado contra os participantes de uma universidade de verão da juventude trabalhista na ilha de Utoya, causando 69 mortos.

A 22 de Julho, cerca de uma hora passou entre as primeiras mensagens de pessoas na ilha a alertar a polícia do tiroteio e a detenção de Breivik por uma força de intervenção especial enviada de Oslo, a 40 quilómetros.

Uma hora e meia antes do início do tiroteio, Breivik fez explodir um veículo armadilhado perto da sede do governo norueguês, fazendo os primeiros oito mortos.

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